BLOG DA THAYS

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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Reflexões em tempos de isolamento social

Olá!

Faz tempo desde a última postagem, mas de repente me veio a lembrança desse espaço criado para refletir sobre os assuntos relacionados a Arte e a questões que considero relevantes.
Bem, estamos já em abril de 2020! Oh! Desde 2013 não tinha postado nada por aqui...
As chamadas redes sociais (facebook, whatsapp, instagram, telegram...) se tornaram âncora da vida social e familar, dos pensamentos, da vida, dos desejos e de tudo que as pessoas pensam, fazem, planejam... Tem grupo em rede social para tudo que se possa imaginar.
Mas, infelizmente, a humanidade está vivendo um de seus piores períodos por conta do surgimento de um vírus chamado COVID-19 e conhecido como coronavírus por conta do formato semelhante a coroa em sua visualização.
O coronavírus fez com que mudássemos radicalmente, da noite para o dia, nosso modo de viver.  não se cumprimenta apertando as mãos, abraçando, com beijinho no rosto. A ordem é ficar pelos menos dois metros de distância da outra pessoa.
Estamos vivendo o chamado isolamento social, que quer dizer que as pessoas foram orientadas a não sair na rua sem necessidade, os trabalhos presenciais considerados como não essenciais estão suspensos. Isso mesmo! As escolas públicas e privadas estão fechadas, comércios, lanchonetes, instituições públicas e privadas também estão fechadas e com ordem de multa caso venham a abrir. Algumas escolas estão com aulas online e os alunos que não tem como participar das aulas e fazer as atividades terão um planejamento diferenciado no retorno que não se sabe quando será. 
De repente tá tudo diferente, os simples almoços em família do qual muitos reclamavam que não gostavam de ir estão fazendo falta (a páscoa teve outro significado esse ano). Aquela conversa com os vizinhos e aquela visitinha de fim de tarde para um cafezinho estão suspensas. O bebê da sua amiga nasceu você verá por fotos e nem mesmo os familiares poderão fazer uma visita.
Os idosos, os hipertensos, os diabéticos, as grávidas e pessoas com doenças crônicas fazem parte do grupo de risco, e em toda família temos essas pessoas, então ainda que outros não se encaixem é necessário proteger essas pessoas evitando o contato com o ambiente externo. A ida à missa, ao culto, ao terreiro, ao centro estão fazendo falta. É, todas as instituições religiosas estão fechadas. Os momentos religiosos estão sendo transmitidos pelo youtube, facebook, instagram, até mesmo aulas estão sendo ministradas por meio desses canais de comunicação. Uma simples ida ao supermercado é algo considerado perigoso, tanto que a recomendação é uma pessoa por família e que vá de máscara e ao chegar tome todas as precauções antes de entrar em casa - retirar os sapatos, não tocar em nada e ir direto para o banho.
O mundo mudou rapidamente, sabe aquele passeio até a praça... pois é, terá que esperar passar a pandemia - esse é o termo cientificamente correto a ser empregado para denominar o período pelo qual a humanidade está passando. Os shows, as missas, os cultos são feitos através de lives, que consiste em montar um espaço e fazer a transmissão através da internet em um dos meios citados anteriormente. Quase todos os trabalhos nos quais passávamos no mínimo 8h por dia passaram a home-office ou trabalho remoto, no qual você dedica o tempo que seria presencial realizando suas atribuições pelas plataformas digitais e até mesmo pelas redes sociais. Ah, e as reuniões passaram a ser via web conferência pelo hangouts meet e outros aplicativos ou plataformas. 
Milhares de pessoas morreram por causa desse vírus. E não puderam ter um sepultamento digno pelo medo do contágio às outras pessoas. No Brasil já foram mais de 2.500 mortes causadas pelo coronavírus com 6 confirmações de morte no Acre. Sabe o que é ver alguém chorando porquê não teve a oportunidade de velar seu ente querido? Sabe o que é ouvir que seu ente querido está sendo enterrado numa vala junto com muitas outras vítimas do coronavírus porquê não tem espaço nos cemitérios? Sabe o tamanho da dor em saber que o corpo de seu ente querido está aguardando dentro de um container por um local para ser cremado ou sepultado? Sabe o que é ter medo de falar com as pessoas na rua? Sabe o que é ir ao supermercado de máscara e com álcool gel como se fosse uma garrafinha de água e quando chegar em casa desinfetar até a sacola do mercado? Sabe o que é ter que ficar em casa com medo de que o coronavírus tenha sido passado a você ou a alguém da sua família? Sabe o que é sentir dor no coração por conta das pessoas que necessitam trabalhar para trazer o sustento e não tem como se prevenir dessa doença? Sabe o que é diante de tudo isso e mais um pouco que não tenho como relatar aqui, ver pessoas menosprezando, brincando e se aproveitando da situação? Sabe o que é ver pessoas pedindo ajuda para comprar alimento porquê seu trabalho que garantia o sustento de sua família não pode ser feito? Sabe o que é não ter a mínima ideia de quando tudo isso vai passar e vamos voltar à normalidade?
Os médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais da saúde estão em turnos intermináveis e não conseguem dar conta da quantidade de casos. Isso no mundo inteiro! Os estádios de futebol foram transformados em hospitais de campanha, além de outros espaços como centros de convenção. Sim, todos os torneios de futebol foram cancelados, inclusive os Jogos Olímpicos que aconteceriam esse ano no Japão foram adiados para 2021 com possibilidade de adiar novamente.
Surgiram, ainda bem, muitas correntes do bem. Grandes e pequenas empresas passaram a produzir um dos itens que ajuda na prevenção ao coronavírus que é o álcool 70 e também a produzir respiradores, máscaras e material para os hospitais no intuito de ajudar os profissionais de saúde. As lives que citei arrecadam alimentos em grandes quantidades tanto de empresas quanto de pessoas bem intencionadas e os artistas fazem doações maravilhosas em alimentos e em dinheiro para instituições que realmente necessitam. Apesar das dificuldades os casos de solidariedade estão aumentando, apesar de ter aqueles que fazem para alimentar seu ego. 
Estamos vivendo um tempo de incertezas, discussões e intensa briga entre ciência e poderes políticos. As pessoas que estão curadas ainda não se tem certeza se estão imunes e se apresentarão alguma sequela da doença. A busca pela cura é intensa, mas os caminhos estão sendo árduos. As pessoas querem sair, se divertir, se encontrar com os amigos, festejar os aniversários... mas, resultado dessas atitudes estão aparecendo e deixando todos ainda mais receosos. Há quem diga que os governantes estaduais e municipais estão ferindo o direito de ir e vir enquanto na verdade estão querendo preservar o direito de viver, mas o representante máximo da nossa nação acredita que se trata de um vírus comum e fácil de ser combatido e que todos deveriam voltar as suas atividades normais, exceto os idosos e pessoas com doenças crônicas.
É triste ouvir os relatos dos ambulantes, os diaristas e autônomos e não poder direcionar a algo seguro, pois ou trabalham e correm o risco de adoecer ou não trabalham e correm o risco de não ter o que comer.
O lema desse período começou com "fique em casa!", mas mudou para "fique em casa, se puder". Só que mesmo quem pode insiste em não ficar e isso está trazendo consequências assustadoras para todos. Muitas pessoas nunca tinham ficado tanto tempo em casa com seus filhos, seus cônjuges ou seus pais. Para muitos está faltando assunto e para outros está faltando o que comer. 
Dizem "você só defende o isolamento porquê tem o seu salário na conta, eu tenho que correr atrás do meu!". Poxa! Ser funcionário público e ter o seu salário não deveria desqualificar ninguém, ao contrário, deveria ser motivador. Se é funcionário público e tem seu salário na conta isso não veio de graça, houve esforço e o mérito da pessoa por favor não sejam injustos.
Os ânimos estão aflorados de tal maneira que quem defende o isolamento social é chamado de preguiçoso e quem é contra é chamado de propagador de doença.
E eu só peço a Deus que proteja os meus e a mim... que livre a humanidade desse vírus, de outros que venham a surgir  e que possamos voltar às nossas atividades.  

Esse relato é a minha reflexão pessoal sobre esses dias de isolamento social. Não tomem como ataque a ninguém, muito menos como bandeira política, pois para mim o que importa é voltarmos ao convívio social com segurança e que TODOS estejam lá!



domingo, 24 de novembro de 2013

Buscando pontes de cooperação com a comunidade

As pontes de interação entre comunidade escolar e comunidade externa em nossa cidade, geralmente, são propostas pelas próprias escolas durante a realização de projetos propostos nos planos de ação das mesmas.
No âmbito educacional as entidades que se dispõem a participar são o Ministério Público, o Conselho Tutelar e alguns empresários do município. O Ministério Público sempre que requisitado busca uma forma de interagir e contribuir no desenvolvimento dos projetos escolares. O Conselho Tutelar é um parceiro disponível não apenas para atender ocorrências, mas também com interações dentro da proposta apresentada pela escola.
Na cultura, temos o Centro Cultural que disponibiliza atrações como capoeira, maculelê, hip hop e apresenta aos estudantes o histórico dessas atividades no município, o ponto de vista dos participantes e como se envolvem nessas atividades.

Acredito que é possível desenvolver projetos de interação entre as diversas culturas presentes no município e as contribuições sociais de cada um, fazendo um recorte histórico de como foi inserida no âmbito municipal, como é desenvolvida em outros lugares e como aprimorar e divulgar. O espaço educacional deve proporcionar o envolvimento dos estudantes no contato direto com atividades de participação cidadã e o contato com acontecimentos reais através de práticas sociais, participativas e culturais. Porém, esses anseios ficam de lado devido a necessidade de obedecer a sistematização de conteúdos do currículo escolar, que ainda é muito limitado à sala de aula.

Traçando o histórico da relação escola/comunidade

A Escola Estadual de Ensino Médio Dom Júlio Mattioli já provomeu algumas ações comunitárias muito relevantes para o município como, por exemplo, arrecadação de brinquedos para as crianças dos bairros carentes próximo ao Natal e participação em Projeto desenvolvido pelo Ministério Público “Combate às Drogas: Ações pela vida.
Os projetos desenvolvidos surtiram efeito, haja visto que durante as edições da campanha de arrecadação de brinquedos, os estudantes se empenharam em prol de pessoas  que não conheciam e passaram a ter ciência das condições sociais em que se encontravam as famílias visitadas, além de perceber como contribuir de forma positiva dentro da sociedade da qual faz parte.
Porém, essa ação, que era frequente, deixou de acontecer a algum tempo e acredito que seria uma forma de fazer com que os estudantes despertassem para entender a necessidade de sua participação como cidadão e o conhecimento de sua localidade desenvolvendo valores por meio de suas próprias atitudes. Um ponto forte dessa metodologia era o envolvimento de toda a comunidade escolar para atingir uma meta de arrecadação, a organização das equipes e a seleção dos bairros a ser beneficiados.
A participação no projeto desenvolvido pelo Ministério Público oportunizou aos estudantes reflexões sobre a problemática das drogas por meio de produção de textos com gêneros variados e da linguagem teatral. Alguns estudantes tiveram seus textos premiados, o que elevou a auto estima dos mesmos, frente a outras produções.

Acredito que a participação dos alunos em ações comunitárias os ajuda a refletir sobre seu papel de cidadão atuante na sociedade da qual faz parte, o reconhecimento da importância do outro e o desenvolvimento de valores importantes para sua própria vida, tanto educacional como pessoal e emocional.
Escola Estadual de Ensino Médio Dom Júlio Mattioli




sábado, 2 de março de 2013

Momentos simplesmente momentos

A vida é inexplicável,
Cada instante revela uma surpresa.
Em um estamos felizes...
Em segundos chega a tristeza.

As conquistas e vitórias parecem ser eternas,
Enquanto dura a comemoração.
Logo os acontecimentos ficam esquecidos na memória
E guardados no coração.

A intensidade de um fato,
Pode transformar todos os planos.
E um simples gesto negativo,
Torna tudo em engano.

Se prepara uma surpresa,
Uma festa cheia de alegria.
Não se espera que em milésimos,
Tudo não passe de fantasia.

O Criador dividiu os períodos
Em passado, presente e futuro.
Logo está tudo tão claro,
E logo fica tudo tão escuro.

As marcas do que se vive,
Vão deixando suas raízes.
Os momentos mais intensos,
Sempre são inesquecíveis.




sexta-feira, 1 de março de 2013

A correria da vida

Desde quando somos meros espermatozoides
Competimos com outros.
O primeiro colocado é o vencedor,
Em um espaço reservado para poucos.

Depois vem a infância,
Na qual procuramos atenção.
Quando não conseguimos, choramos e choramos,
Se ninguém nota nos jogamos no chão.

A adolescência é um período complicado,
Onde acontece de tudo.
O desejo de viver e enfrentar os problemas,
Nos faz sentir que podemos controlar o mundo.

A juventude e as escolhas realizadas,
Determinam boa parte do resto de nossas vidas.
Se fizermos as escolhas certas somos felizes,
Se escolhas erradas seremos pessoas sofridas.

E um vai e vem de situações com tudo tão rápido, tão indefinido.
Nos tornamos maratonistas e seguimos,
Ou então nos sentamos acomodamos
E a nossa própria vida apenas assistimos.

Passamos toda a vida competindo,
Deixando de lado os valores.
Corremos, sofremos, lutamos, 
Para nos tornar vencedores.

Lamentações

Em um mundo repleto de desigualdades,
As pessoas sentem desvalorizadas.
Estudam, estudam e estudam
E no fim muitos não conseguem nada.

Desde crianças se concentram nos estudos, 
Priorizando a educação.
Deixam muita coisa de lado,
Para depois sofrer com a exclusão.

A cada dia as oportunidades se fecham,
E sentimos chegar a idade. 
Todos os sonhos e desejos sentidos,
Vão sumindo após a faculdade.

Mesmo assim, ainda existe esperança,
De que tudo isso possa mudar.
Pois, o Pai Celestial nunca abandona
E essas desigualdades irá exterminar.

sábado, 18 de agosto de 2012

Origem do Teatro Grego


O TEATRO GREGO


Surgimento do teatro grego:
As origens do teatro grego tem base nos valores estéticos e criativos, nas ações recíprocas de dar e receber, prendendo os homens aos deuses e os deuses aos homens. Sua origem está ligada aos mitos gregos arcaicos e à religião grega
O teatro grego surgiu a partir da evolução das festas em honra ao deus Dioniso, o deus do vinho, da vegetação, procriação e que proporcionava uma vida exuberante.
O período do séculos 6 a.C. a 5 a.C. ficou conhecidos como o “Século de Ouro” do teatro grego, pois a cultura grega atingiu o auge tendo em Atenas o centro das manifestações teatrais juntando autores de todos os cantos da Grécia em festas de veneração a Dioniso.
O que inicialmente era um bando de gente cantando e dançando, com o passar do tempo vai se transformando em grandiosas representações da vida do deus. Os ritos dionisos se desenvolveram com o passar do tempo e resultaram em tragédia e comédia, e Dioniso se tornou no deus do teatro.
O teatro foi o setor mais importante da literatura grega. As peças eram apresentadas em locais abertos, cuja construção se assemelhava aos modernos estádios de futebol. Na plateia, homens, mulheres e crianças acompanhavam atentamente as apresentações, que podiam durar dias e dias. Ir ao teatro era uma forma de se educar, era como ir à escola.
Os atores eram sempre homens, mesmo quando os papéis eram femininos, pois em quase todas as polis, as mulheres não subiam ao palco para representar. 

O trajeto da Tragédia:
Tragédia, do grego “tragoidía” ‘tragos’=bode e ‘oidé’=canto. O canto ao bode é uma manifestação ao deus Dioniso, que se transformava em bode para fugir da perseguição da deusa Hera, algumas vezes esses animais eram sacrificados em homenagem ao deus.
Se tratavam de histórias dramáticas que foram incorporando a dança e o canto para mostrar a contradição da benevolência e do horror de Dioniso (a encarnação da embriaguez e do arrebatamento).
Era constituída por cinco atos e, além dos atores, intervinha o coro, que manifestava a voz do bom senso, da harmonia, da moderação, face à exaltação dos protagonistas.
Os principais autores da tragédia grega foram:
v  Ésquilo, a quem a tragédia grega deve seu ponto de perfeição artística e formal. Ele incorporou o conceito de democracia em suas obras e acredita-se que tenha escrito em torno de noventa tragédias, porém apenas setenta e nove títulos chegaram ao conhecimento do público da contemporaneidade. Em Prometeu Acorrentado, o autor representa o conflito entre o poder dos deuses e a vontade humana, protagonizado por um filho de Titãs que rouba o fogo dos deuses para dar aos mortais.
v  Sófocles escreveu verdadeiras composições poéticas à democracia, pregando abertamente que somente ela poderia aproximar os homens dos deuses. Dos cento e vinte três dramas que escreveu, apenas sete tragédias e os restos de uma sátira chegaram até nós. Tem seu ápice em Édipo Rei ao envolver uma situação complexa na qual Édipo vem ao mundo com o dever de matar Laios, seu próprio pai e se casar com própria mãe e quando descobre toda a verdade arranca os próprios olhos e essa relação conflitante de amor e ódio serviu como base para Freud desenvolver a psicanálise.
v  Eurípedes é visto por muitos como o primeiro psicólogo, pois se dedicava ao estudo das emoções na alma humana, principalmente nas mulheres. Ele concede a suas personagens o direito de hesitar, de duvidar, Aristóteles o chamou de o "maior dos trágicos", porque suas obras conduziam a uma reflexão - catarse - que os demais trágicos não conseguiam. Entre suas obras está Medeia, uma tragédia que foca o papel da mulher na Grécia antiga, considerada como fraca e tinha por obrigação cuidar de casa e dos filhos. Na obra, o coração partido e humilhado de Medeia abre espaço ao ódio e por vingança tira do seu ex-marido a sua família, matando até seus próprios filhos.
Conclui-se que Ésquilo via a tentação do herói trágico como um engano que condenava a si mesmo pelos próprios excessos. Entretanto, Sófocles superpõe o destino da malevolência divina à disposição humana para o sofrimento e Eurípedes rebaixa a providência divina ao poder cego do acaso como um cético que duvidava da existência da verdade absoluta.
As tragédias gregas mostravam como os homens passavam por momentos horrendos por não aceitar a vontade divina.

Origem da Comédia Grega
As comédias eram histórias engraçadas chamadas sátiras, que são gozações da vida. Sua origem é a mesma da tragédia: as festas ao deus Dioniso. A palavra comédia vem do grego "komoidía" ‘komos’=festas, farras e oidos=poeta, cantor. Foi um período em que a liberdade de expressão atingiu um valor imenso, porém apenas os homens tinham direito a participar, enquanto que as mulheres e os escravos não poderiam fazer.
As procissões realizadas nas festas ao deus Dioniso, na comédia, eram em duas formas: em uma, os jovens saíam fantasiados de animais, batendo de porta em porta pedindo prendas e brincando diretamente com as pessoas e na outra faziam uma celebração da fertilidade da natureza. E mesmo as representações da comédia sendo realizada nas festas dionisíacas, ela era considerada um gênero menor que a tragédia.
A comédia grega foi marcada por dois períodos: a comédia antiga e a comédia nova.
Na comédia antiga (ática) a intenção era satirizar personalidades vivas até mesmo os deuses, além de fazer alusões jocosas aos mortos. Os atores usavam máscaras e as retiravam nos intervalos e falavam com o público para definir a conclusão da primeira parte.
Aristófanes foi o autor destaque no período da comédia antiga, ele era ligado ao partido aristocrata e combatia a demagogia e um dos principais méritos de suas obras consiste no diálogo vivo e inteligente, agudez nas paródias, na criatividade das cenas e no lirismo de seu coro.
Com a rendição de Atenas a Esparta, na Guerra do Peloponeso, a democracia teve fim e com ela a comédia ática, surgindo a comédia nova, com uma temática em torno de problemas sentimentais, intrigas, brigas e todos os tipos de costumes de situações cotidianas, com uma linguagem mais comportada e sem as sátiras violentas. As personagens eram as pessoas do povo, como os escravos, militares, cozinheiras e alguns nobres.
Um dos autores que mais bem representa esse período é Menandro, considerado o principal comediógrafo dessa fase, mais de 100 peças chegaram até nosso conhecimento, cuja força reside na caracterização, na motivação das mudanças internas, o coro já pouco presente na comédia antiga desaparece completamente nas obras de Menandro. Em “O misantropo” se encontram valores ligados a uma concepção racionalista de política social que proporcionaria uma reforma nos costumes de Atenas.
A comédia antiga e a comédia nova possuem muitas diferenças, na primeira o coro tem seu espaço resumido e na outra desaparece completamente. As temáticas na comédia antiga fazem sátiras violentas, linguagem chula e relações humanas, enquanto que na comédia nova se utiliza uma linguagem comportada, mostrando as emoções do ser humano.



Tragédia X Comédia
Tragédia:
•Estilo nobre e elevado, que desperta, fatalidade, purgação, compaixão, piedade, terror.
•Herói: Rei, pessoas ilustres e com poder, etc.
•Fundamentava-se na temática mitológica.
•Júri composto por pessoas escolhidas pelo magistrado. Pessoas de famílias aristocráticas e que se destacavam na sociedade.
Comédia:
•Retratação de aspectos caricaturados ou fantásticos;
•Herói: Palhaço, bobo, inocente, santo, idiota, trapalhão, fingidor, etc.
•Não possuía nenhum padrão rígido de fundamentação mitológica. Elaborava críticas ao político, governantes e costumes da época.
•Júri composto por cinco pessoas da platéia escolhidas por sorteio.



REFERÊNCIAS:

ALENCAR, Valéria Peixoto. Teatro grego: diferenças entre tragédia e comédia. Disponível em http://educacao.uol.com.br/artes/teatro-grego-diferencas-entre-comedia-e-tragedia.jhtm Acesso em 15 de agosto de 2012.
BERTHOLD, Margot. História Mundial do Teatro, 4ª. ed,  São Paulo, Perspectiva, 2008.
CARLSON, Marvin. Teorias do teatro: estudo histórico-crítico, dos gregos à atualidade. Tradução de Gilson César de Souza. São Paulo, Fundação Editora da UNESP, 1997.
MOTA, Mota. Imaginação dramática, 1ª. ed, Brasília, 1998.
SANTOS, Fabiana G. Teatro Grego, tragédia e comédia. Maio de 2012. Disponível em http://fabianaeaarte.blogspot.com.br/2012/05/teatro-grego-tragedia-e-comedia.html Acesso em 16 de agosto de 2012.

WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Teatro Grego. Junho de 2011. Disponível em  http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_na_Gr%C3%A9cia_Antiga Acesso em 16 de agosto de 2012.


sábado, 7 de janeiro de 2012

As relações entre Arte e Tecnologia

WebArt - Arte e tecnologia
 
"Nossas belas-artes foram instituídas e seus tipos e usos fixados, num tempo bem distinto do nosso, por homens cujo poder de ação sobre as coisas era insignificante comparado ao que possuímos. Mas o espantoso crescimento de nossos instrumentos, e a flexibilidade e precisão que eles atingiram, as idéias e os hábitos que introduziram nos asseguram modificações próximas e muito profundas na antiga indústria do belo. Há em todas as artes uma parte física, que não mais pode ser vista e tratada como o era antes, que não mais pode ser subtraída à intervenção do conhecimento e do poderio modernos. Nem a matéria, nem o espaço, nem o tempo são, há cerca de vinte anos, o que sempre haviam sido. É de se esperar que tão grandes novidades transformem toda a técnica das artes, agindo assim sobre a própria invenção e chegando mesmo, talvez, a maravilhosamente alterar a própria noção de arte.”
Contemporaneidade, premonição, clareza. Poucas passagens problematizariam tão bem as relações da arte com a tecnologia da Internet como o trecho citado acima. Chega a ser espantoso que tenha sido escrito há 63 anos, mais precisamente em 1934, pelo poeta Paul Valer, em seu livro La conquête de lubiquité. O trecho é mais conhecido no Brasil por ter sido escolhido como citação de abertura do ensaio A Obra de Arte na Época de sua Reprodução Técnica, publicado em 1936 por Walter Benjamin.

Reprodutibilidade, multiplicação, sincronicidade. É quase desnecessário ressaltar a importância do texto de Benjamin, um dos marcos na reflexão crítica sobre a produção cultural do século XX. Ainda que o ensaio de Benjamin tenha no horizonte apenas os meios de reprodução existentes em sua época pré-midiática, é no mínimo esclarecedor pensar a possibilidade de uma arte criada na Internet e para a Internet dentro dos marcos originais lançados por seu ensaio.

A Obra de Arte na Época de sua Reprodução Técnica propõe uma mudança nos conceitos da estética clássica, acreditando que a possibilidade de reprodução quase infinita das imagens altera o cerne da experiência artística. A reprodutibilidade enterraria de vez conceitos como a aura, o valor cultural e a autenticidade.

Benjamin apontava essa mudança como positiva, por desmascarar a ideologia elitista da estética ocidental. Para ele, a arte não deveria ser pensada em oposição à indústria cultural, mas dentro dela. E as tecnologias seriam instrumentos para desmistificar teorias supostamente universais do belo, mostrando que, na verdade, elas não passavam de visões de classe sobre códigos socialmente compartilhados de comunicação.

É dentro desse universo estético e teórico que imaginamos uma mostra de web art para o evento Arte e Tecnologia. Uma mostra que pretende se constituir num site dinâmico e permanentemente atualizado, um lugar na rede que abrigue de maneira viva os questionamentos sobre a obra de arte na época de sua ubiqüidade.

Agora não se trata mais de produzir uma arte sobre suportes como a tela ou o filme fotográfico, para depois proceder à sua reprodução. Se houver uma arte na Internet, ela será infinitamente reproduzível. No momento mesmo em que conclui seu trabalho, o artista já pode ser visto e copiado por milhões de pessoas no planeta (e até fora dele: a rede também é acessada pelos ocupantes de estações espaciais). Se Benjamin viu na fotografia e no cinema o início da derrocada da aura e da autenticidade, não seria na Internet que elas desapareceriam de vez?

Essas foram as questões que orientaram nossa lista de convidados brasileiros para a mostra. E se dizemos aqui "convidados" em vez de "artistas", é porque o próprio conceito de artista deve ser recolocado na Internet. Seria possível pensar na figura de um web artista? Ou ele seria uma mistura de técnico, intelectual e artesão, como no Renascimento italiano? Quais as aptidões necessárias para criar arte na rede? Para tentar responder a essas perguntas, convidamos profissionais brasileiros das áreas de artes plásticas, design gráfico, vídeo e webmasters a mostrar trabalhos artísticos desenvolvidos especialmente para a Internet. Esses trabalhos podem ser vistos no site que montamos especialmente para a mostra.

Paralelamente, relacionamos vários endereços de trabalhos estrangeiros na World Wide Web, para que qualquer pessoa possa navegar até eles e comparar o estágio atual da web art brasileira com a produção no exterior. Aura, valor cultural, autenticidade: de nosso ponto de vista, pouco importa "onde" estão os trabalhos -se no Brasil ou nos EUA, se nos servidores do Itaú Cultural ou em outro computador qualquer. É nessa conjuntura que as questões da reprodutibilidade e da propriedade intelectual se colocam de maneira mais aguda.

Entretanto, a simples mostra não fecharia o ciclo de nossos questionamentos. Ainda seria necessária uma nova reflexão crítica, não sobre uma suposta "qualidade" dos trabalhos apresentados, mas acerca da especificidade da World Wide Web como meio de expressão artística. Para tanto, chamamos críticos, jornalistas e intelectuais ligados ao mesmo tempo ao mundo da cultura e da Internet para, após a abertura de nossa mostra, escreverem ensaios que questionem a possibilidade de uma arte feita na e para a Internet, em face dos trabalhos apresentados e/ou "linkados".

Ricardo Anderáos

De acordo com as informações contidas no texto de Ricardo Andreaós é possível perceber que a evolução tecnológica era prevista, porém sem imaginar o tamanho e as proporções que tomaria ainda no mundo contemporâneo.
As intervenções da tecnologia no campo artístico se tornaram indispensáveis por modificar o campo artístico com as inovações. A divulgação, as intervenções e a possibilidade do público interagir com a produção artística e oportuniza a aproximação deixando que sejam envolvidos pela arte, as formas são recriadas e se transformam. Será que se imaginava que a tecnologia e a arte se transformariam tanto? Acredito que talvez sim, pois o tanto o avanço tecnológico quanto as mudanças no meio artístico acompanham o desenvolvimento da humanidade em todas as suas evoluções e descobertas.
As formas de reprodução e divulgação atuais encorajam o artista a desenvolver seus trabalhos por atingir um número bem elevado de espectadores, tornando o trabalho conhecido expressando opiniões e críticas com as quais o artista pode aprimorar suas técnicas.
Certamente que a tecnologia e arte estão ligadas, porém não são as únicas formas de desenvolver um trabalho artístico ou uma apresentação se observarmos os trabalhos de gravura encontram grande aceitação do público. Mas, produzir trabalhos artísticos utilizando as tecnologias acompanha a humanidade na era tecnológica vivida atualmente, na qual todos os ambientes estão envoltos com a tecnologia.
Portanto, a arte não poderia deixar de utilizar essa ferramenta aderindo e transformando algumas técnicas, descobrindo novos rumos e se aproximando do espectador, que não é mais mero espectador e sim agente participativo ao interagir com as criações, modificando e auxiliando no desenvolvimento de suas próprias habilidades.
Fonte:
ANDERÁOS, Ricardo, Arte e Tecnologia – Arte Contemporânea com Novas Mídias o primeiro site brasileiro especializado. Disponível em Acesso em 06 de setembro de 2011.

sábado, 30 de abril de 2011

Abstracionismo em Ponta Seca

O trabalho apresentado no vídeo é o resultado do desenvolvimento de um projeto com imagens abstratas através da técnica de gravura em metal pouco conhecida, a ponta seca.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fraternidade e a Vida no Planeta



Todos os anos a CNBB lança a Campanha da Fraternidade com base nos temas atuais, visando alertar as pessoas para os riscos que suas atitudes impensadas e até mesmo a negligência pode causar a todos.
O tema da Campanha da Fraternidade de 2011 é “Fraternidade e a Vida no Planeta” que será voltada para o meio ambiente; e o lema é “A Criação Geme Com Dores de Parto”. Reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, nas mudanças climáticas.
Muitos podem pensar que suas pequenas mudanças não surtem efeito, porém todas as grandes conquistas são feitas de pequenas vitórias. Se Deus, nosso Pai e Criador, contruiu um mundo perfeito apenas para ser cuidado e preservado nosso papel é cuidar de nossa casa, cultivando, plantando, cuidando e refletindo sobre o poder de nossas atitudes.
Caso aconteça de alguém que trabalha em nossa casa não deixar tudo arrumado da maneira que gostamos, reclamamos, ou mesmo demitimos a pessoa. Como, então, o Criador de tudo pode confiar e nos deixar vivendo aqui agimos assim? Temos que ter atitude de ser vivente e responsável pela preservação de seu lar.






Fonte: Divulgação Site da CNBB

Hino da Campanha da Fraternidade 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Projeto de Estampa Monotipia e Colagraf

Universidade Aberta do Brasil – UAB/UnB
Instituto de Artes
Departamento de Artes Visuais
Licenciatura em Artes Visuais
Estágio Supervisionado 2
Professoras Autora: Rosana de Castro
Professora Supervisora: Lisa Minari
Professora Tutora: Cristina Candida Brites
Discente: Núcia Sabóia Ferreira
Thays Mara Almeida do Carmo
Miriam Lima de Souza Santana

PROJETO DE TRABALHO
Técnicas de Estampa – Monotipia e Colagraf


Introdução
A arte está presente em todas as etapas da evolução humana como atividade ligada a manifestações. Para se realizar essas atividades foram desenvolvidas, ao longo dos tempos, diversas técnicas que sintetizaram a utilização dos recursos acessíveis e as habilidades ocultas, que afloraram a partir da necessidade de sua aplicação.
O interesse em realizar um projeto voltado para técnicas de estampa surgiu da verificação da necessidade de levar informações teóricas e práticas sobre a praticidade de realizar trabalhos de maneira alternativa. As técnicas escolhidas foram monotipia e colagraf no intuito de que os alunos se sintam motivados a experimentação e ao desejo de produzir a partir do contato direto com a prática oferecida.
Segundo Arslan e Iavelberg “Os projetos motivam os alunos, pois seus interesses e curiosidades têm espaço na sala de aula.” (ARSLAN-IAVELBERG, p.105) focalizando a importância de se trabalhar por projetos, visto que o interesse dos estudantes é maior e o conhecimento centrado em atividades práticas.
Apresentar técnicas que podem ser realizadas com materiais alternativos trará resultados surpreendentes. Os alunos irão valorizar um pouco mais o ensino das artes em sala de aula.
O público-alvo são alunos da turma de 5ª série (6º ano) da Escola Estadual de Ensino Fundamental Instituto Santa Juliana, que tem entre 10 e 12 anos, devido à curiosidade presente nos mesmos e da necessidade de aprofundar os conhecimentos práticos e desenvolver suas habilidades.
Justificativa:


Através desse projeto estaremos oportunizando a experimentação de técnicas artísticas simples, procurando envolver o aluno com conhecimentos que possibilitem o desenvolvimento de suas habilidades, orientando o respeito à individualidade, necessidade e as limitações de cada aluno, visto que possuem necessidades educacionais diferentes, origens distintas e devido a isso a troca de experiências é fundamental para a geração de um ambiente participativo, criativo e colaborativo.
Buscando, ainda, desenvolver o pensamento crítico frente aos questionamentos que surgirem no processo, no intuito de fazer com que o mesmo principie a se interar da necessidade de compreensão de técnicas das quais pode fazer uso sem restrições, além de levar à comunidade o resultado do processo.


Objetivo Geral:
• Identificar como as técnicas artísticas se aproximam da pintura através da apresentação dos elementos básicos do processo de colagraf e monotipia permitindo a livre expressão pessoal a partir da experimentação com base na teoria.

Objetivos Específicos:
• Abordar as técnicas de estampa e seus reflexos na cultura contemporânea;
• Discutir apontando as particularidades de cada técnica apresentada;
• Ampliar a compreensão a partir acerca da construção de conceitos sobre monotipia e colagraf;
• Familiarizar os alunos com as técnicas;
• Comparar as possibilidades oferecidas por materiais simples e de fácil aplicação;
• Desenvolver suas habilidades artísticas com produções de monotipia e colagraf;
• Estabelecer relação comunicativa com as produções;
• Estimular a reflexão e a criatividade através do trabalho executado;
• Organizar a exposição dos trabalhos realizados.


Avaliação:
A partir da exposição oral dos conceitos e procedimentos de monotipia e colagraf os alunos irão iniciar seus registros escritos relatando o entendimento acerca do que foi apresentado. Seguido da socialização dos registros.
Durante o processo de produção de cada técnica será observado o envolvimento e o desempenho dos alunos, a utilização dos materiais disponíveis e a aplicação das técnicas. Para Arslan “Acompanhar o processo de criação dos alunos é mais importante que exigir resultados em produções isoladas.’’ (ARSLAN-IAVELBERG p. 88), orientando sobre a importância do acompanhamento do processo, da observação e do envolvimento dos alunos com o que é disponibilizado.
Depois de encerrar os processos de produção e exposição dos trabalhos realizados os alunos continuarão a redigir seus registros, expondo a sequência de trabalho, as produções que fizeram, o porquê das produções e o conhecimento adquirido durante todo o processo.
Finalizando com a socialização oral, debatendo e discutindo o aprendizado, com base na citação de Arslan que diz: “Para avaliar os trabalhos práticos, é preciso documentá-los, datá-los e retomá-los de tempos em tempos com os alunos’’ (ARSLAN, p. 87) de onde se percebe a real necessidade de rever o ponto de partida para verificar os avanços e os conhecimentos adquiridos no processo.


Atividades de avaliação:
A execução e avaliação por meio de atividades fazem com que o orientador possa acompanhar o processo de desempenho e desenvolvimento das habilidades dos alunos e compreender seu contexto social a partir de suas produções. Segundo Hernández, “As imagens são mediadoras de valores culturais e contem metáforas nascidas da necessidade social de construir significados.” (HERNÁNDEZ, p. 133) orientando que através da leitura das imagens produzidas é possível perceber as influências sociais e culturais dos estudantes e seus anseios.
Aula 1: Iniciar a aula fazendo alguns questionamentos sobre as duas técnicas que iremos estudar. Por exemplo, o que vocês sabem sobre estamparia? Já ouviram falar de monotipia e colagraf? O que sabem a respeito dessas técnicas? Após esta breve discussão oral explicar para os alunos que as técnicas monotipia e colagraf são um processo de criação de imagens que permitem apenas uma impressão. Após esta explicação os mesmos começarão seus registros escritos para expor seu entendimento sobre o conteúdo apresentado. Em seguida cada aluno ira socializar aquilo que conseguiu compreender.
Aula 2: Levar exemplos de suportes que são utilizados na técnica monotipia como azulejo, vidro, ou uma placa de alumínio e dizer que estes são suportes laváveis e podem ser usados sempre. Exemplificar uma impressão de monotipia desenhando com os dedos e tinta guache pastosa, sobre um suporte de vidro do tamanho de folha de papel A4, tendo em vista que a impressão do desenho será em papel A4. Apresentar aos alunos a inversão da imagem após a impressão.
Aula 3: Pedir para que os alunos elaborem algumas imagens de acordo com suas realidades culturais. Por exemplo, os lugares onde vocês mais gostam de estar, como áreas de lazer, praça, igreja e outros que disponham de elementos que os auxiliará na escolha de uma melhor imagem a ser trabalhada, devendo os traços ser rápidos e sem o interesse em detalhes. Preparar com antecedência para esta aula os seguintes materiais: tinta guache pastosa de diferentes cores, papéis A4, cartolina ou cartão em tamanhos que ultrapassem 3 cm a medida dos suportes laváveis e lisos como azulejo, vidro ou placa de alumínio.
Aula 4: Após a escolha das imagens, pedir que os alunos pintem com os dedos ou cotonetes sobre a superfície lisa de vidro ou azulejo usando a tinta guache, alertando que a pintura deve ser feita com rapidez para evitar que a tinta seque antes do momento desejado. Entregar aos alunos uma folha de papel (A4, cartolina ou cartão) para a impressão, no centro do papel, da pintura realizada no azulejo, pressionando levemente e retirando o azulejo com cuidado. Está pronta a monotipia. Deixar secar.
Aula 5: Retomar com os alunos o trabalho da aula anterior, suas impressões e percepções. Expor suas produções no pátio da escola e requisitar que os alunos façam leituras dos trabalhos. Provocar questionamentos sobre “o que vejo o que penso e o que é”, iniciando, assim, um exercício de leitura de imagem. Encerrar a atividade, pedindo uma avaliação oral dos alunos sobre a vivência da monotipia.
Aula 6: Para melhor apresentar a técnica colagraf, pedir para os alunos levarem pedaços de papelão, papel cartão, barbante, folhas de árvores, cola branca e verniz dentre outros elementos para juntos construírem as matrizes que serão utilizadas para a impressão dos trabalhos. Pedir que na aula seguinte levem materiais como tinta guache, pincel e rolo para entintar as matrizes. E papel para a impressão.
Aula 7: Após a secagem do verniz das matrizes e com o material necessário em mãos, começa o processo de pintar as matrizes com uma certa rapidez para que a tinta não seque antes do momento previsto. Em seguida começa a impressão das imagens com rolo de madeira ou colher de pau.
Aula 8: Retomar os trabalhos anteriores, se necessário esperar a secagem para selecionar as melhores imagens impressas e organizá-las para a exposição.
Aula 9: Organizar uma apresentação em slide e apresentar as produções em datashow, onde toda a comunidade escolar possa apreciá-los e fazer uma leitura das obras apresentadas. Cada imagem criada pelos alunos tem um título, então é importante que vocês comunidade estejam atentos tanto ao título quanto à própria imagem para que possam entender o que cada obra tem a dizer, dessa forma, os educandos sentirão que seus trabalhos estão sendo valorizados pela comunidade escolar em que estão inseridos.
Aula 10: Socialização dos registros escritos sobre a experiência de criar imagens com ferramentas tão simples como papelão e folhas de árvores. Relatando também seu processo de desenvolvimento artístico prático com as técnicas experimentadas e ainda a sensação de expor seus trabalhos para toda a comunidade escolar.
Para Hernández “A educação organiza o conhecimento privado em relação às formas públicas de representar o mundo.” (HERNÁNDEZ, p. 129) saliento a necessidade de formular as ideias sobre a representatividade do mundo e da cultura visual dentro de seu contexto.


Equipamentos e materiais didáticos necessários para o desenvolvimento das aulas:
Notebook
Datashow
Extensão
Câmera digital
Azulejo, placa de vidro ou de alumínio
Tinta guache e tinta óleo pastosa de cores diversas
Papel A4, pedaços de cartolina, papel cartão ou papelão
Barbante, folhas de árvore, fita crepe
Cola branca
Verniz
Pincéis de tamanhos diferentes
Rolo de madeira ou colher de pau
Clips




Bibliografia:

HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura Visual, mudança educativa e projeto de trabalho/ Fernando Hernández; tradução Jussara Haubert Rodrigues. – Porto Alegre: Artmed, 2000.
ARSLAN, Luciana Mourão. Ensino de arte / Luciana Mourão Arslan, Roa Iavelberg. – São Paulo: Thomson Learning, 2006. – (Coleção ideias em ação / coordenadora Ana Maria Pessoa de Carvalho)

Sites de pesquisa:
Técnica monotipia. Disponível em: acesso em 16 abril de 2010.

TRAVENSOLLI, Rafaela. Projeto Gráfico: em busca de atividades de avaliação. Disponível em: acesso em 02 de maio de 2010.

ESTELLS, Mirela. Faça desenho com a técnica monotipia. Busca de atividades de monotipia. Disponível em: acesso em 02 de maio de 2010.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

EXPOSIÇÃO TECART

Os Acadêmicos de Licenciatura em Artes Visuais da UAB/UNB tem a honra de convidar a comunidade em geral para participar da Exposição TECART.
Local:
CEDUP – Centro Estadual de Educação Permanente, Rua João Marçal, Bairro CSU, antigo Centro Social Urbano
Data: Sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Horário: De 18h às 22h


Agradecemos desde o presente sua participação!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Intervenção Urbana















Realizado em frente ao Cedup, dia 07 de dezembro de 2010 pelos alunos do curso de Licenciatura em Artes Visuais UAB1

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010